Oposição na Unimed pede transparência no patrocínio
Celso Barros, presidente da Unimed, enfrentará oficialmente depois de 14 anos a primeira oposição dentro da empresa que patrocina o Fluminense. Segunda-feira, dia 5, um grupo de associados entrará com uma chapa alternativa na eleição do novo Conselho Fiscal, batendo de frente com o grupo do presidente.
Claudio Sales é o candidato da oposição à presidência do Conselho Fiscal da Unimed. O cardiologista afirmou que existe dentro da empresa um movimento de associados por mais transparência na forma com que o dinheiro é administrado pela direção.
- Somos a maior empresa médica do Rio de Janeiro. Não temos nada contra o Celso Barros. A única coisa queremos é aumentar a transparência dentro da Unimed. Precisamos saber como o dinheiro é gasto, o quanto realmente é gasto, e com o quê. Até hoje, não sabemos direito - disse.
Uma das maiores reclamações do grupo de oposição é mais especificamente em relação à verba do departamento de marketing. Muitos reclamam que não há um controle de quanto é gasto e como é gasto no patrocínio ao Fluminense.
- Precisamos saber como esse dinheiro é aplicado. Eu acho que poderia haver um marketing melhor e mais barato. Os valores que tomamos conhecimento fogem completamente daquilo que é pago aos outros clubes brasileiros. Se a empresa deseja patrocinar um time, que repasse o valor ao clube. Não tem de se preocupar em comprar jogadores, pagar salários. A Unimed precisa é se preocupar com os médicos.
Cabe ao Conselho Fiscal, atualmente dirigido pelo grupo de Celso Barros, monitorar todos os gastos da empresa. Ele pode aprovar ou reprovar as contas. Nesta segunda-feira, quase 5.300 associados terão direito a voto na eleição.
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